Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Estrela nipónica nas Bermudas

por Pineapple com açúcar, em 07.08.17

E qual é a primeira coisa que se faz quando se aterra num atol paradisíaco, com areia branca e mar azul turquesa maravilhoso? Qual é? Primeiro, come-se bacalhau de natas e depois, praaaaaiaaa!! A ganância é tanta que à primeira vista pode-se confundir com desespero total. Se a imagem fosse reproduzida numa sala de cinema mais próxima, seria qualquer coisa como: Uma ladeira, uma família, bem lá ao fundo, com um Little Pineapple a correr em câmara lenta com baldes, guarda sol, boias, piscinas insufláveis, toalhas, marrecos de plástico, lanches, águas e o Diabo aquático. Assim éramos nós ( no cinema exagera-se sempre). Eram 8 da matina e já estávamos de armas e bagagens em Horseshoe bay beach, uma praia maravilhosa ( todas elas são) com uma "secção" para crianças, uma baia protegida com uns rochedos, denominada como "family zone", areia branca, água transparente e morna e ninguém na praia... o paraíso. Em menos de cinco minutos vimos a praia a ser invadida por três jipes Land Rover e uma equipa de fotógrafos, cabeleireiro e as ditas estrelas da coisa, todos eles japoneses. Uma pessoa fica que nem uma burra a olhar para um palácio. Uma azáfama séria, o homem a vestir e a despir fatos de surf e bodyboard e o cabeleireiro a ajeitar a meia dúzia de "pintelhos" que a dita estrela tinha na cabeça. Imaginem lá um japonês de cabelo rapado, daquele à escovinha. Pronto, agora imaginem um cabeleireiro com um pente na mão a ajeitar o cabelo como quem ajeita um penteado de segunda comunhão. É um pouco de arder... oh homens de Cristo com tanta gadelha a gritar para ser ajeitada vais-me amanhar cabelos à escova que só sabem ficar hirtos e rijos. E eu ali tão perto... com as pontas secas, doidas para serem encaracoladas à laia de Gisele Bunchen. Andávamos nós a apreciar o espetáculo e a ver os terminos daquela gente quando, de um momento para o outro, num momento de pausa, olharam para o meu filho e... zás, tornaram-no na nova estrela infantil nipónica. Quando nos apercebemos o Little Pineapple já estava rodeado por máquinas e telemóveis. Ele com ar de WTF e nós com ar de WTF disfarçado. Houve um pedido deles com o olhar e um consentimento nosso com a cabeça e a partir daí começaram a fotografar com aquele ar tão característico deles, ar de quem fotografa a largada de uma bomba atómica, aquele frenesim robótico que faz com que pareçam de outra galáxia que não a nossa. Fotografavam e riam-se desmesuradamente sempre que o miúdo fazia qualquer coisa e o qualquer coisa era pestanejar. Inicialmente achei um bocado estranho, depois lembrei-me do amor fanático dos japoneses pelos desenhos animados e o Little Pineapple com aqueles olhos grandes bem se parecia com eles, com o Nobita do Doraemon, por exemplo. Até o cabeleireiro o veio contemplar com o seu pente de catar piolhos. As minhas antenas de "miúda que sempre quis ser capa de revista" puseram-se logo em sentinela e detectaram uma possível eclosão da estrela enclausurada em corpo de mãe de um Little Pineapple. Então, enquanto as objectivas apontavam para um ananás com cara de WTF eu passava por trás com passo de flamingo, devagar, devagarinho com o meu bikini novo e com a minha fita da moda na cabeça... e eles nada. Uma verdadeira estrela não desiste e mais uma vez na outra direção a passo de flamingo, com ar distraído e boca em formato de bico de pato lá ia eu cheia de fé que alguma objectiva me captasse. Nada. Até que eu disse: " ouhhh esse filho é mê, isso não é pa tirar retratos quando quiserim...", e atirei areia com os pés para cima dos japoneses todos. Moral da história, ficamos, eu e o pai a olhar para o espectáculo nipónico que nem dois desenhos animados babados pela sua cria. Rimo-nos muito e o restante dia foi a imitar os japoneses. Ele brincou na areia e fez a sua primeira entrada do ano em água salgada. Contido a entrar, não demonstrou grande entusiasmo na água que para ele parecia fria... (não estava, mas comparada com a da sua banheira). Mal sabíamos nós que iria transformar-se em Neptuno/Poseidon deus do mar. Apesar de já ter passado quase dois meses após a viagem, não desisto de contar as suas primeiras férias intercontinentais porque prometi a mim mesma que o iria fazer um álbum de viagem pormenorizado, daqueles com recortes e fotos e estas coisas todas. Os posts são fundamentais para este projecto. Sou tão preguiçosa... que desgosto!

IMG_8329.JPG

IMG_6952.JPG

IMG_6953.JPG

IMG_6859.JPG

Visto que o cabeleireiro foi um elemento importantíssimo neste post, sinto-me na obrigação de o identificar. É o de óculos e bigodinho.

IMG_6743.JPG

Eu com a fita da moda na cabeça.

IMG_6860.JPG

/p>

A praia paradisíaca antes da evasão.

IMG_6435.JPG

O descanso da mais recente estrela nipónica.

Autoria e outros dados (tags, etc)


O Diabo da tasmânia à solta e uma meia leca de mãe!!

por Pineapple com açúcar, em 13.07.17

Hoje pela manhã tive o Diabo da tasmânia em casa. Para começar, assim logo pela fresca, horário em que ainda estás a esforçar-te para coordenar todos os membros existentes no teu corpo, aparece-me vindo do lixo com uma cápsula de café na boca. Ficamos muito satisfeitos com o facto de ele já saber ir por o lixo no lixo, no entanto, há sempre o outro lado da moeda, de vez em quando ele vai ao lixo retirar lixo, só porque sim. De seguida retirou da estante todos os livros técnicos do pai, criando o risco de haver um cataclismo cá em casa. Lá fui eu toda apressada arrumar os livros, com bastante mais pressa do que quando o vi de cápsula de café na boca. Foi à casa de banho e atirou o brinquedo para a sanita, não estando satisfeito atirou a bola à banheira, não estando satisfeito, tirou todo o frasco existente na berma da banheira para o fundo da banheira. Não estando satisfeito desenrolou um rolo de papel higiénico, mas aí já fui a tempo de evitar mais um desenrolamento completo. Entretanto, tirava-o da divisão e reduzia o cerco. Fui retirar a roupa da máquina e quando dei por mim já tinha umas três peças enfiadas por uma nesga de janela aberta, em que duas delas eram brancas que nem a cal e já jaziam no chão porco da varanda. Para arrematar decidiu testar os meus limites e mesmo vendo a cara mais feia de todos os tempos, porque eu já estava CEGA e MOUCA, uma mistura de Odete Santos, Maria Vieira e a bruxa da pequena sereia, ele achou que poderia derrubar as três cadeiras da cozinha. Peguei nas mãos dele e de forma firme gritei-lhe que não. Ele, parado com a cabeça baixa a olhar para mim, fazendo com que ficasse com pena, até que em câmara lenta, sempre a olhar para mim, atira a quarta cadeira com toda a força. Peguei-lhe nas mãos e de forma firme disse-lhe que não e que iria ficar de castigo. Pela primeira vez iria executar esta enorme tarefa que é mete-lo de castigo. Bolas não tinha tido tempo de pensar nos pormenores, mas a hora era aquela, não podia voltar atrás, o Diabo da tasmânia ia ficar de castigo. Enquanto pegava nele esbaforida lembrei-me que tinham-me dito, "tens de selecionar um canto da casa com uma almofada e é aquele canto que será o canto do castigo", olhei para os cantos da sala e não tinha nenhum disponível, não tinha tempo para elaborar um projeto e deixei-o em frente à estante. Ele lá sentadito a chorar, com aquelas lágrimas a rolarem pela cara a baixo e o meu coração a encolher, encolher, encolher, até que percebi que o tinha colocado em frente aos seus brinquedos, mesmo em frente à zona de brincar. Basicamente, o que eu quis dizer foi " visto que estás a ser um malcriado de primeira e que daqui a usares navalha no bolso, estraçalhando toda a gente, vai um piscar de olho, vou ter de te colocar de castigo. Estás a ouvir meu menino CASTIGO... vou por-te de castigo... a brincar, vá agora brinca para aprenderes!" Eu sentada de coração que nem uma uva passa a pensar: " sim senhora, que rica agente de autoridade me saíste, tu és um show de mãe, um espetáculo", nisto ele já estava de livros na mão e peças de Lego em riste. Deveria estar a pensar " Uahahah vou conquistar o mundo!" Até que o meu outro ser, aquele que vê sempre o copo meio cheio pensou: " ele vai para a creche, só o vês às 3 da tarde, também não podias deixar o miúdo ir neste estado. Para a próxima fazes melhor." Peguei nele e disse, " vá, pede desculpa à mamã e dá um abraço e beijo ( já o agarrando e afagando todas as dobras e banhocas existentes naquele mini corpo de diabo da tasmânia versus pequeno hitler versus pequeno Pineapple mais doce)", ao que ele responde com o ar mais doce de " i dont care, i love it... i dont care 🎵🎶" Siga rumo à delinquência...

IMG_7591.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Barrados nos Serviços Estrangeiros e Fronteiras

por Pineapple com açúcar, em 21.06.17

Chegamos às Bermudas!

Ao chegar à nossa vez no controlo dos passaportes lá explicamos que vínhamos para a casa de família e que não sabíamos a morada. A senhora com ar calmo e com aspecto de quem nos ia mostrar a saída, coloca-nos numa sala de espera. Na parede encontrava-se um enorme mapa da Bermuda e se fosse eu a mandar naquilo tudo, colocava um placard ao lado a dizer "this is Bermuda, the island that you might not see if you carry something illegally with you."

Dentro do escritório, comumente, conhecido pelos nossos imigrantes como "ofa" (office), estava um senhor de porte considerável grande, com uma voz considerávelmente potente, a tratar de assuntos considerados importantes. Por cima da sua cabeça tinha uma ventoinha reproduzindo perfeitamente o programa "presos no estrangeiro".

Peguei no JM e disse " João Maria, olha bem para a mamã. Trouxeste alguma coisa que a mamã não saiba? Tipo, bolotas no estômago, cintos de cocaina à cintura, plantas invasoras, tabaco falsificado? Estás a pensar vir trabalhar sem contrato, abrir alguma conta, qualquer coisa!??

Pronto, então agora podes parar de fazer ar de delinquente. Isto não abona a nosso favor, ok? Vá lá, a mamã está a pedir.

Oh, toma uma banana." Ninguém consegue ter ar de rufia a comer uma banana, pelo menos eu acho...

"Next", chamou o senhor com ar jamaicano.

Explicamos a situação e dissemos que os familiares estariam à nossa espera lá fora. O senhor disse que iria chamá-los pelo microfone e eu pela minha experiência em aeroportos sabia que a probabilidade de alguém, que não vai viajar, perceber o seu nome no altifalante, pronunciado por estrangeiros era quase impossível.

Aí eu disse " preparem-se família que vamos de volta para Portugal, não se desarruma as malas nem percam o sorriso, que mal a gente aterre em São Miguel, vamos directos para a Ribeira Quente e Furnas. Querem água quentinha, mamã dá água quentinha. João Maria say bye bye to Bermuda."

Bem dito bem certo, ninguém se acusou.

"Do you have a phone number to call?"

Sim tenho um número de telefone, claro, mas é que nem penses que eu vou activar os dados móveis! Eu vim de Portugal, POR-TU-GAL, não ganho 30 "dollas" à hora, não tenho conta desviada para esse paraíso fiscal. O dinheiro está todo contadinho, por isso não esperes que vá gastar uma saca de dinheiro em telefones só porque o senhor acha que temos ar de quem vem espalhar a delinquência.

Devia ter trazido o vestido de noite, com o lenço amarrado ao pescoço, óculo de sol e lábio vermelho e àquela hora já eu estava a dar cavirotas numa praia qualquer.

Isto era o que eu queria ter dito mas, basicamente, mostrei-lhe o número no telemóvel e fiz ar de atrasada mental. Estive quase quase a babar-me, mas entretanto ele já estava a digitar o número no seu telefone.

Uff que sorte, olhei para os rapazes com ar de "se não fosse eu e o meu ar perfeito de atrasamento mental, já estávamos sem orçamento até ao natal de 2019.

A minha mãe atendeu e lá se resolveu a situação, disse umas graçolas, rimo-nos todos e ala que nos pusemos na alheta. Fui logo trabalhar sem contrato, só para me vingar da imigração. Foi mesmo ali no aeroporto, pus-me logo a arrumar carrinhos e a pedir "dollas".

Vi a minha mãe que foi um consolo muito grande no coração, mas consolo maior foi vê-la a consolar-se com o neto. Não há amor maior e mais bonito.

Entretanto a aventura já estava a rolar e como nos acontece sempre coisas que não lembra ao diabo mais novo, há muita coisa para contar...

Entretanto deixo-vos uma foto do Little Pineapple a brincar ao jogo "sou rapper delinquente."

Foi por causa deste ar que fomos barrados... De certeza absoluta!

 

IMG_7296.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Estamos de viagem

por Pineapple com açúcar, em 13.06.17

Finalmente chegou o dia de nos pormos na alheta.

Até ao dito dia estás sempre a pensar que alguma coisa vai acontecer e alguma coisa é o quê?

É que o pirata apanhe alguma mazela e nos trame as férias. Por isso, na recta final estava eu sempre a perguntar,

"vê se ele está quente, achas que é febre? Vê se tem borbulhas."

Até à data tudo ok, só uma intolerânciazita à lactose que foi rapidamente controlada.

Começamos muito bem, só com um pequeno percalço chamado "voo cancelado".

Sem stress, vamos no dia a seguir, o importante é que estamos de férias e que se é para acabar o mundo que seja quando estivermos de férias. O importante é o espírito em que se leva a coisa.

No dia a seguir lá fomos nós todos animados rumo aos states.

O JM tomou, sem a nossa autorização, alguma substância ilícita que provoca safadez, hiperactividade com um toque de malcriação e desfadamento. O rapaz virou. Eu não sei, mas se me pedirem para fechar os olhos e visualizar o Hitler com 16 meses eu fecho e vejo um Little Pineapple com bigodinho a impor a sua vontade por todo o lado.

Andou a viagem toda a meter-se com as assistentes de bordo, a fazer palhaçadas, a achar-se engraçadinho, a dizer não a todas as minhas ordens. A querer ficar em pé quando deveria ficar sentado, a querer ficar sentado quando deveria andar e se já falasse aposto que diria qualquer coisa como "eu quero que a rua sésamo vá para o raio que a parta."

Se calhar é a ausência de lactose que o enche cheio de vontade própria, cheio de dono de si, cheio de confiança.

Truque de viagem número um:

Munires-te de bananas e pão. Só com bananas e pão é que ele sossega.

Ao chegarmos a Boston lá fomos nós sem carrinho de bébé com ele ao colo para a fila interminável dos passaportes e da alfândega, por cá, país magnífico, este topo do mundo, não há prioridades para bébés, deixam isto para a recôndita e velha Europa.

Ao sairmos do aeroporto estavam nada mais nada menos do que 9 graus. Frio pra cacete e o nosso transfer só nos poderia vir apanhar dali a uma hora. Uma hora a rapar frio e a tirar beatas das mãos do JM, sim ele cata tudo o que é lixo e sim ele continuava em modo "electric Pineapple". O transfer chegou mesmo a tempo de eu não me passar com as malditas beatas. 

Estava carregado de bombeiros brasileiros, peruanos e outros que mal consegui decifrar, o cansaço já se tinha apoderado de mim desde o primeiro minuto da viagem. Preparar, prever, organizar as tralhas de uma viagem com uma criança caaaaansa muito. Toca a despachar que no dia a seguir partiríamos para as Bermudas, para o sol e calor.

A viagem demorou duas horas, o que acaba por ser peanuts para quem vem de uma de quase seis horas.

Ao aterrarmos nas Bermudas, saímos do avião e primeira constatação:

Bafo! Humidade absurda com temperatura absurda, igual a calor demoníaco.

Segunda constatação:

Dão prioridade às crianças, o que faz toda a diferença para quem carrega piolhos eléctricos e jet legados e cozidos do calor.

Ao preencher os papéis alfandegários percebi que não sabia a morada que iríamos ficar. Disse: " inventa uma."

" Não, digo que vamos ficar em casa de família e verás que não há problema." Respondeu o pai da criança.

Eu só queria chegar ao destino, ver e almoçar com a minha mãe...

Tinham-nos dado prioridade e tudo... só que...

Continua...

 

 

4B7A6E85-C702-4F9E-99E9-A634392B7E14.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)


Coisas que não mudam

por Pineapple com açúcar, em 02.06.17

Sobrepõe-se a credos, raças, estratos sociais, aos do norte e aos do sul, aos que assinaram o acordo de Paris e aos que não assinaram o acordo de Paris, aos que usam sapatos de vela e sandália inglesa, aos que usam chinelos e aos de sola de roda de trator, todos têm algo em comum... Serem país e terem filhos com dois pés.

 

 

 

 

image.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


É muita emoção para um dia só

por Pineapple com açúcar, em 13.05.17

Muita emoção para um dia só!!

O papa, o Benfica, o festival da canção e o JM com o rabo assado.

Vimos o papa e o Benfica sempre a choramingar, ter um rabo asado, encalado e frito custa para caraças e uma fralda a fazer efeito estufa custa ainda mais.

 

Para festejar o tetra e ver o festival da canção soltamos os instrumentos... e isso é que foi uma alegria.

Já mijou duas vezes, uma delas nas cortinas, mas ao menos está tão feliz por ter o rabiosque à fresca.

O bom é que tá bom tempo para secar roupa...

 

 

IMG_6157.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Happy festival da canção

por Pineapple com açúcar, em 09.05.17

Estamos em modo festivaleiros a tomar happy showers para vermos cheirosos o nosso Salvador.

Aí salvador, depois do 35 título do Benfica, do campeonato europeu, ganha-me o festival da canção pelo pequeno ananás.

É que assim quando ele aprender na escola que descobrimos o Brasil e o caminho marítimo para a Índia já não vai estranhar tanto como eu estranhei.

Vá lá... pela criança, faz-me este favor.

 

IMG_6103.JPG

Autoria e outros dados (tags, etc)


Um bem haja

por Pineapple com açúcar, em 07.05.17

Um bem haja a todas as que ao ouvirem um grito da sua cria conseguem no mesmo instante fazer salto em comprimento, altura e barreiras até alcançar o coração do seu filho.

Um bem haja a todas as que sentem o seu coração gelar e o almoço a querer lançar todas as vezes que se deparam com o número de telefone da creche no ecrã dos seus telemóveis.

Um bem haja a todas as que enquanto colocam rímel e batom procuram o sapato encantado do filho.

Um bem haja a todas as que na ausência das melhores amigas, toalhitas, limpam a baba dos seus filhos com a manga da sua melhor camisola.

Um bem haja a todas as que com a maior privação de horas de sono, alguma vez imaginada, conseguem executar na perfeição todos os super poderes existentes no planeta terra.

Um bem haja a todas as que fazem tripas, coração.

Um bem haja a todas as que do caos fazem uma festa, incluindo gritos e promessas de irem ao pêlo.

Um bem haja a todos os colos cheirosos e fofinhos e com o molde do nosso corpo.

Um bem haja a todas as que têm sempre razão.

Um bem haja a todas as que ao acordarem buscam em primeiro lugar o coração do seu filho e lá para as quatro da tarde sentem o seu bater.

Um bem haja a todas as que passam a maior parte do seu dia a fazer, dar e a pensar em comida.

Um bem haja ao ser mais inteligente, pragmático, bonito, sensível, altruísta e mais e mais e mais... um bem haja a todas as mães!!!

IMG_6126.JPG

Autoria e outros dados (tags, etc)


Monstros e Dragões

por Pineapple com açúcar, em 02.05.17

Daqui uns tempos vou explicar ao meu filho que existem monstros, dragões e fantasmas... fantasmas não, porque da maneira que sou ainda acredito na minha própria invenção e depois lá se vão litros de água benta pela casa fora.

Não, fantasmas não, mas monstros e dragões sim... os dragões e monstros são altamente educativos, isto se os dissermos que eles só desaparecem se eles e só eles aspirarem o seu quarto, pelo menos uma vez por dia, claro que quantas mais vezes melhor, que isto de lidar com monstros e dragões não é brincadeira, a tarefa estende-se pela casa toda, não vai um ou outro malandreco cirandar pela casa.

Qual homem do saco, da saca, qual polícia, qual rachado e serafim gaiato, qual homem estranho de todas as aldeias espalhadas por este país... comigo o que vai funcionar mesmo são os monstros, dragões e a Maria leal também pode ser!!

 

IMG_6060.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


O drama

por Pineapple com açúcar, em 01.05.17

Quando pedes encarecidamente para que ande sozinho até à porta de casa porque tens os braços pilhados de compras esta é a resposta que ele te dá!!! O drama, o horror... o fingir-se de morto. Andei a manhã toda a pedir-lhe que parasse quieto e no momento em que peço para mover-se à vontadinha... decide acampar no parque de estacionamento.

Se pedisse para ficar quieto até ordem contrária é provável que a foto fosse com ele no tejadilho do carro.

IMG_6006.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.