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Quando eles vão de viagem

por Pineapple com açúcar, em 17.09.18

Isto de estar “amêgada” com um alfacinha tem as suas condicionantes, para além de estar  sempre a explicar expressões básicas da língua portuguesa como “passar o mapa na casa”, “desfrisar uma galinha”, “por a roupa de molho na pana”, tenho de dividir a criança com a família paterna.

Além da separação entre mãe e filho, (porque a “je” trabalha e este corpo não pode andar a cirandar sempre que lhe apetece) temos toda uma logística a preparar. 

Primeiro, a mala tem de ser feita minuciosamente, com o estritamente necessário porque senão o pai entra em colapso nervoso e tem de levar com um comprimido debaixo da língua. O homem passa-se se eu separo uns três outfits a mais para uma eventualidade... é que carregar mais 500 gramas e o apocalipse total vai uma curta diferença, homens! 

Segundo, os outfits têm de estar conjugados e muito bem dobradinhos, porque se tens o azar de colocar umas calças vermelhas e uma blusa da mesma cor na mala a probabilidade da criança estar na capital vestida de menstruação é de 100%.

Terceiro, tens de te armar em vidente e prever e equacionar todas  as possíveis variantes, condicionantes, vontades e desejos do teu filho colocando tudo isto numa mini mochila de mão.

 

Nas duas horas de voo, tudo pode acontecer. Se tem calor, se tem frio, se faz xixi, se faz cócó, se tem fome, se tem sede, entretenimento durante a viagem...

Ora, como estamos na corrida para o prémio Nobel de melhores pais do ano, uma pessoa esmera-se na tarefa dos preparativos, e numa das últimas viagens achei por bem colocar umas calças de ganga novinhas em folha caso houvesse algum acidente.

Não há nada melhor do que estrear uma peça de roupa nova numa viagem, certo?

O miudo decidiu fazer xixi fora da fralda, na altura ainda usava fralda, e o pai lá foi ao saco preparado criteriosamente pela mãe.

Um ponto para a mãe que colocou umas calças que literalmente  caíam pelas pernas abaixo e um ponto para o pai por ter insistido com as mesmas quando tinha uns calções suplentes na mala, mais um ponto para pai por não ter apertado os elásticos que existem dentro das calças. 

O bom é que a criança vive feliz e contente com todos estes percalços e vai fazendo disto tudo uma festa... até ao dia.

 

Podem não acreditar mas damos o nosso melhor todos os dias e este é o nosso melhor!

 

 

 

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