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Passeando e olhando

por Pineapple com açúcar, em 26.07.16

O pai foi tratar da sua vida e ficamos nós prontos para andar neste mundo mega urbano.

Estamos numa nano casa no príncipe real, casa com escadas numa rua inclinada de calçada portuguesa.

Objectivo do dia: não malhar com o focinho e deixar intacta a dentuça.

Viemos tomar o pequeno almoço num sítio super mega gay, logo super in com pessoas super alternativas. Todos lumbersexuais com o calção de ganga justo de virola para cima, t-shirt manga cava, de sacola ao ombro e claro, barba, muita barba.

A maior parte pedaços do mau caminho, giros, mas que te olham em tom altivo e com ar condescendente, como se fosses uma pirosa do piorio.

A verdade é que os fregueses cá da zona são todos estrangeiros e por isso ninguém achou estranho quando vociferei um "pintxa tua mã" ao ver o preço dos detox. Pressinto que me devem achar italiana devido à enorme sensualidade inata que emana do meu corpo.

O tasco chama-se TEASE, decorado em tons de vintage chic com uma ementa saudável e deliciosa. O empregado gay, um gay alternativo de pircing e franja acima das sobrancelhas. Calções e camisa às flores de manga cava a queixar-se compulsivamente do calor. A empregada gira vestida em tons de casual chic, com ar de quem devora cinema alternativo e festivais de verão.

Estávamos em modo tia Anita. A tia Anita adora sentar-se e olhar as pessoas, decifrar-lhes a vida, o dia e passa horas nisto. A ouvir e a ver as pessoas e nós também. Ver o mundo com olhos doces e humor apimentado e se possível a molhar o bico numa ou outra eguaria.

Quando dei por mim já era hora de almoço e o rapaz transpirava a fio... Está um calor marroquino e caraças ninguém aguenta. 

Lá fomos para casa abrir as janelas todas e esperar que aparecesse um vento encanado  para alegrar as nossas almas.

Voltamos à praça das flores depois das 18h, até lá não há corpo que aguente tanto calor.

 

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Estamos na capital

por Pineapple com açúcar, em 25.07.16

Como era de esperar fui convidado para o baptizado do filho do Quaresma.

Mandou-me um convite em tons de prateado a pedir a confirmação. Falei com a minha mãe e disse-lhe que gostava de ir e que caso não fosse o Quaresma tatuava a terceira lágrima.

A minha mãe disse logo:

" Claro que vamos, não se quer tamanha desgraça."

Isto de viajar é cá uma azáfama e nem sempre é como queremos. Os voos estavam todos cheios e só conseguimos lugar na segunda-feira. Nunca pensei que fosse um problema chegar um dia após o dito baptismo, afinal é ou não é uma festa de ciganos?!

 

Chegamos na segunda-feira à tarde ao recinto da festa e qual não foi o nosso espanto?? 

Ninguém na festa, deserto...

 

 O préstimo é virem dizer que são ciganos, que passaram muito, que foram muito pobres ,mas quando se trata de seguir as tradições e fazerem festas de quatro dias, ah e tal que já não se usa, que agora somos vips e não tocamos guitarras nem cantamos o jovi jová.

Lá nos fomos embora com as marmitas vazias, com os "carracoles" de princesa  de minha mãe escangalhados, mas também a minha mãe disse-me:

" Eh não vais chorar?! O que não falta é baptizados para ir e já que estamos por cá vamos mas é aproveitar o sol da capital e dar uns bons passeios."

Isto tudo para dizer que estamos a passear pela capital, ou melhor, a destilar pela capital.

Está tanto tanto calor que mal podemos sair de casa. Procuramos os jardins e as horas de menos calor para pormos os canelos de fora.

De qualquer forma, tem sido tão bom estes dias de verão em plena cidade.

 

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